Micose de Praia: Um Risco à Saúde da Pele no Verão.

No Brasil, mais do que as mulatas, samba e carnaval, o verão é uma das principais atrações turísticas e grande apelo para quem curte praia. Também pudera, com uma orla gigantesca, quase continental, as praias brasileiras estão entre as mais belas do mundo e atraem apaixonados pelo mar movidos pelo sonho da vida balneária.

Em 2015 e 2016, devido a grave crise econômica que o país se encontra e a desvalorização da nossa moeda frente ao dólar, a expectativa é que nas férias de verão, que começam antecipadamente em novembro deste ano e se estende até abril do próximo ano, brasileiros deixem de viajar para o exterior e aproveitem as folgas por aqui mesmo se esbaldando junto aos gringos que chegarão pelo mesmo motivo. Com o Real barato, o apelo olímpico e a queda dos preços na oferta de serviço relacionada ao turismo, a expectativa do Ministério do Turismo é que a arrecadação neste verão bata novos recordes motivados pela migração de veranistas do mundo todo para as festas de final de ano e as férias.

Férias + Praia = Micoses!

O "pano-branco" ou Pitiriase Versicolor, como é cientificamente conhecido o tipo mais comum de micose superficial, tem um aumento significativo de casos no verão pois está relacionada a agentes infecciosos presentes na areia da praia e cadeiras públicas.

O “pano-branco” ou Pitiriase Versicolor, como é cientificamente conhecido o tipo mais comum de micose superficial, tem um aumento significativo de casos no verão pois está relacionada a agentes infecciosos presentes na areia da praia e cadeiras públicas.

Isso mesmo, a micose de praia, ou pano branco, como é conhecida em algumas partes do Brasil é o tipo mais comum de micose superficial. Cientificamente chamada de Pitiriase versicolor, a doença é caracterizada por uma infecção superficial da pele provocada pela levedura lipodependente Malassezia furfur, dos fungos Pityrosporum Orbiculare e Pityrosporum Ovale. A presença dessas leveduras é extremamente comum na pele de todos os seres humanos, de forma especial nas áreas mais gordurosas do corpo, como tronco, braços, face, pescoço e couro cabeludo. São fatores de risco para o aparecimento das lesões: calor, umidade, pele oleosa, sudorese abundante e baixa resistência imunológica. Por isso é mais comum a incidência alguns dias após visita à praia.

Sintomas da Micose de praia.

Em geral, as lesões são assintomáticas, mas alguns pacientes se queixam de leve coceira. Elas aparecem sob a forma de múltiplas manchas descamativas, hipo ou hiperpigmentadas, que variam do branco ao castanho ou são avermelhadas. Na verdade, elas ficam mais evidentes quando a pessoa toma sol, porque se destacam na pele bronzeada não comprometida pela infecção. As lesões pequenas e isoladas no inicio podem confluir numa área maior despigmentada.

Tratamento para Micose de Praia.

Como a Pitiriase Versicolor é uma infecção fúngica superficial, costuma responder bem ao uso de tratamento tópico. Dentre os tópicos podem ser utilizados xampu, sabonetes e loções que agem contra os fungos, na pele do corpo e no couro cabeludo.

Quando o paciente tem dificuldade em manter a adesão a essa forma de tratamento, é possível recorrer a medicamentos por via oral.

Diante da suspeita de micose de praia, procure sempre um dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Fontes:
– Portal Sociedade Brasileira de Dermatologia – http://goo.gl/EiTt4J
– Tua Saúde – http://goo.gl/Pw3kjc
– Dr. Drauzio – http://goo.gl/LG7diq

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